Traçado panorama corporativo da geração Y

Estudo aponta que mais de 55% dos profissionais brasileiros enquadrados no conceito costumam ficar disponíveis por e-mail e telefone 24×7.

Conceitos modernos aos poucos tomam espaço nas estruturas corporativas. Por exemplo: 66% dos profissionais enquadrados na geração Y se sentem mais produtivos trabalhando fora dos muros das organizações. Em alguns pontos, entretanto, ainda não são dominantes: 6 em cada 10 entrevistados preferem a caneta e o papel ao aplicativo de anotações mais moderno. Foi isso que apontou relatório Cisco Connected World Technology Report (CCWTR) de 2014.

O estudo anual examina a relação entre o comportamento humano, a Internet e a difusão da rede com base em pesquisas junto a profissionais com idades entre 18 e 50 anos, em 15 países. A tecnologia está fundamentalmente moldando o futuro do trabalho. A seguir as principais constatações da edição 2014 do levantamento.

O funcionário mais desejado do futuro

  • 4 em cada 10 profissionais das gerações X e Y se consideram um “supertasker” (indivíduo que pode realizar com sucesso mais de duas coisas ao mesmo tempo).
  • Os profissionais de RH acreditam que os supertaskers elevam as expectativas de “alta performance” nas empresas e são perfis mais adequados para uma vaga de gerência ou função executiva.
  • Cerca da metade dos profissionais das gerações X e Y acredita que o modelo supertasking de trabalho torna um indivíduo mais produtivo.
  • Quase dois terços dos entrevistados acreditam que até o ano 2020, supertasking será a qualidade mais procurada por sua empresa.

A gestão de funcionários das gerações X e Y

  • Quase dois terços dos profissionais da geração X são atualmente responsáveis pela gestão de funcionários das gerações X e Y.
  • A maioria desses gestores observa que os profissionais da geração X são mais fáceis de administrar do que seus colegas mais jovens.
  • Mais de um terço dos profissionais da geração X e de RH com experiência em gestão de funcionários da geração Y admite que o maior desafio é lidar com a ambição deles de “eu quero agora”.
  • Gestores, no futuro, terão de adaptar sua abordagem de treinamento/orientação e colaboração a funcionários da geração Y.

A morte do horário de trabalho

  • Mais da metade dos profissionais (gerações X e Y) afirma que está disponível e pode ser acessada para trabalho 24 horas por dia e 7 dias por semana.
  • Um quarto dos profissionais das gerações X e Y afirma que sua empresa permite que eles trabalhem de casa.
  • A maioria dos profissionais da geração X acredita que os funcionários da geração Y preferem um horário de trabalho flexível, embora 54% dos profissionais da Geração Y tendem a preferir o horário de trabalho tradicional.
  • Entre os empregados de empresas que permitem trabalhar em casa, mais de 4 em cada 10 profissionais da geração Y indicam que eles são mais focados e produtivos no escritório.
  • Cerca de dois terços dos profissionais acreditam que uma organização com um modelo de trabalho flexível, móvel e remoto obtenha vantagem competitiva sobre outra que exige que os funcionários estejam no escritório das 9h às 17h, todos os dias da semana.

Flexibilidade importa mais que salário?

  • Em geral, os profissionais não estão dispostos a aceitar um corte salarial em troca de maior flexibilidade no trabalho.
  • Embora o salário seja o fator mais importante para a maioria, a flexibilidade para definir a sua própria agenda ou os recursos para trabalhar remotamente foram apontados como o fator mais importante para 1 em cada 5 profissionais das gerações X e Y.
  • A maioria dos profissionais acredita que os escritórios físicos continuarão a existir em 2020, apesar de cerca de 4 em cada 10 acreditarem que eles serão bem menores.
  • Além disso, mais da metade dos profissionais das gerações X e Y acredita que seu trabalho irá, por vezes, obrigá-los a estar no escritório, dependendo da sua agenda.

A internet é mais importante que o olfato

  • Os profissionais da geração Y são um pouco menos propensos a usar o smartphone para chamadas telefônicas, com cerca de metade (53%) usando-o para chamadas por menos de 25% do tempo.
  • Quase a metade (42%) dos entrevistados abriria mão do olfato para ter acesso à Internet, se tivessem de escolher entre um ou outro.
  • A maioria dos entrevistados acredita que até 2020 o dispositivo conectado mais importante de um trabalhador será o smartphone.
  • No Brasil, os profissionais afirmam que utilizariam um “wearable” para o trabalho e para a vida pessoal em vez de um desktop.
  • Apenas 25% dos profissionais das gerações X e Y acredita que os sites serão sempre importantes em nossas vidas. Curiosamente, 21% acham que os sites serão substituídos por aplicativos, embora eles não antecipem que isso aconteça dentro dos próximos cinco anos.
  • Cerca de 8 em cada 10 profissionais acreditam que os trabalhadores de renda média terão robôs que poderão ajudá-los em várias atividades relacionadas ao trabalho – embora a maioria não espere que esses robôs estejam disponíveis até 2020.
  • Da mesma forma, pressupondo que uma empresa invente um implante cerebral que tornasse a Internet imediatamente acessível, cerca de 25% dos entrevistados afirmou que faria a operação – os profissionais da Geração Y (26%) um pouco mais do que os da Geração X (21%).

Cenário brasileiro

  • Mais de 55% dos profissionais da geração Y costumam ficar disponíveis por e-mail e telefone 24 horas por dia, sete dias por semana.
  • 29% dos profissionais da Geração X e 27% da Geração Y utilizam os smartphones para fazer chamadas.
  • Os brasileiros utilizam entre 10 e 19 aplicativos diariamente.
  • 65% de profissionais da Geração Y e 45% da Geração X utilizam o tradicional caderno e caneta para anotações.
  • Os brasileiros preferem perder a carteira a perder o celular.
  • 65% dos profissionais preferem trabalhar no horário comercial e ter tempo para a vida pessoal.
  • 88% dos entrevistados são obrigados a ficar no local físico do trabalho de segunda a sexta-feira.
  • 59% dos profissionais da Geração X e 55% da Geração Y não se importariam de ter o salário reduzido em troca de mais flexibilidade no trabalho.
  • 74% dos profissionais de RH não veem problema em contratar um novo funcionário sem ter feito entrevista pessoal.

Fonte: Computerworld

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × três =