Governos e gastos em TI

Governos e gastos em TI. Estimativas são do Gartner com base em estudo envolvendo 13 países, incluindo o Brasil. Nuvem, mobilidade e Big Data estão nas agendas dos CIOs do setor.

Os governos irão gastar US$ 449,5 bilhões em 2013 com TI e telecom (hardware, software e serviços) no mercado mundial. A previsão é do Gartner, e serão detalhados durante o Gartner Symposium/ITxpo 2013, evento que acontece entre os dias 4 e 7 de novembro no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

O levantamento feito com 13 países, inclusive o Brasil, indica que as tecnologias móveis, a modernização da TI e a computação em nuvem são as três áreas que estão no foco para investimentos, neste ano.

De acordo com a consultoria, cloud computing continua com o crescimento elevado, em comparação aos anos anteriores. A adesão a esse modelo vem sendo estimulada pelas condições econômicas e por uma mudança de despesas de capital para o trabalho operacional, como a rápida implantação e a redução do risco.

“Outras áreas, como a consolidação do data center, são menos prioritárias do que em anos anteriores, demonstrando resistência em relação a lançamentos mais estratégicos. Os fornecedores devem estar preparados para reposicionar suas ofertas de acordo com esta dinâmica do mercado”, afirma Cassio Dreyfuss, chairman do Symposium/ITxpo 2013 e vice-presidente e diretor de pesquisas do Gartner.

Os participantes da pesquisa disseram que estão adotando, cada vez mais, serviços baseados em nuvem pública e privada. De 30% a 50% dos órgãos entrevistados planejam implantar ou têm um contrato de serviços de TI ativo para os próximos 12 meses. O foco inicial era em software como serviço (SaaS), mas, no futuro, incluirá  infraestrutura e plataforma como serviço (IaaS e PaaS).

No topo das prioridades, a mobilidade cresce em importância entre governos, em todo o mundo. A demanda é maior em órgãos governamentais com equipes descentralizadas e que têm muitas pessoas em campo (agentes de patrulha de fronteiras, inspetores e assistentes sociais) e que se beneficiam de investimentos móveis.

Esta nova onda de adoção da tecnologia se desenvolverá ao longo do tempo, na medida em que as agências substituírem o hardware existente por nova infraestrutura e aparelhos móveis.

Adesão ao BYOD

A pesquisa revela, também, que esta dinâmica está criando programas de Traga seu Próprio Dispositivo (BYOD, na sigla em inglês), mas as dúvidas persistem. Entre os entrevistos, 52% disseram que os funcionários podem trazer seus smartphones para o trabalho, 50% que eles podem usar seus laptops e 38% seus tablets.

“Fornecedores devem entender como o interesse crescente em políticas e estratégias de BYOD podem impactar nas oportunidades no setor de governo. Segurança e governança podem limitar o ritmo e a adoção”, recomenda do Gartner.

Big Data ainda não é uma grande prioridade entre eles. O foco na eficiência e na efetividade do governo significa uma oportunidade para Big Data e ferramentas analíticas, na medida em que representam um ponto focal emergente para a modernização específica.

“As organizações governamentais aumentaram os gastos com Big Data para sistemas de pagamentos indevidos, indicando que querem enfrentar fraude, desperdício e abusos internos, como erros iniciais na cobrança de receitas”, afirma Dreyfuss.

Ele destaca que enquanto as agências estão avaliando como gerenciar, alavancar e armazenar o Big Data, poucas conseguiram enfrentar os desafios associados ao uso de conteúdo e a questões ligadas à fusão de grandes quantidades de dados em uma única plataforma. “Os fornecedores devem reconhecer estes desafios e ajustar soluções de Big Data para fluxos de trabalho específicos”, diz o consultor do Gartner.

Fonte: Computerworld

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